sem papel


poesia marginal: meucu
Maio 14, 2008, 12:56 am
Arquivado em: letras

Desnecessária a polêmica (pró e contra) a respeito da Poesia Marginal, no Cronópios. Embora tenha me deliciado com os comentários do professor Amador R. Neto, algo me diz que esse é um debate um tanto quanto tautológico.

De fato, os poetas marginais não passavam de uns drogados que resolveram se proclamar poetas. Mas combater a Poesia Marginal hoje em dia é coisa de quem não tem mais o que fazer: todo mundo já sabe que essa poesia não foi a lugar nenhum. Repetir isso é chover no molhado.

Claro, sempre existirá a eterna gangue dos ressentidos - como eu amo essa expressão do Bloom - que tentará legitimar esse tipo de literatura(?). Hoje, por exemplo, na faculdade, a turma do sou-estudante-sou-contestador, levou o Roberto Piva pra ler sua poesia. Assistiu-se a uma cena lamentável: depois da leitura do A praça da República dos meus sonhos, Piva teve que pedir que o aplaudissem. A maioria não prestou atenção no que ele leu, a minoria que se manteve atenta não achou graça no poema . Ou seja: ninguém mais tem saco pra Poesia Marginal e o seu quê de contestação já caducou faz um bom tempo (será que em algum momento ela contestou algo?).

Outros ainda tentam defendê-la com o argumento de que ela representa “uma diversidade ou pluralidade de vozes”. Péssima mania essa nossa de confundir diversidade com qualidade: um monte de gente gritando esquizofrenicamente numa sala é uma boa mostra de pluralidade de vozes, mas ninguém agüenta.

Tal como faço com Paulo Coelho, Jorge Amado e Érico Veríssimo, presto diariamente uma homenagem aos poetas marginais, esquecendo-os.

 


2 Comentários até o momento
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amei a metáfora com os esquizo…

Comentário de fernandinha Maio 15, 2008 @ 6:26 pm

Você nem sabe o que é poesia marginal, rapaz!

Comentário de Renato Figueiredo Junho 7, 2008 @ 3:33 pm



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