Arquivado em: Literatura
Desnecessária a polêmica (pró e contra) a respeito da Poesia Marginal, no Cronópios. Embora tenha me deliciado com os comentários do professor Amador R. Neto, algo me diz que esse é um debate um tanto quanto tautológico.
De fato, os poetas marginais não passavam de uns drogados que resolveram se proclamar poetas. Mas combater a Poesia Marginal hoje em dia é coisa de quem não tem mais o que fazer: todo mundo já sabe que essa poesia não foi a lugar nenhum. Repetir isso é chover no molhado.
Claro, sempre existirá a eterna gangue dos ressentidos – como eu amo essa expressão do Bloom – que tentará legitimar esse tipo de literatura(?). Hoje, por exemplo, na faculdade, a turma do sou-estudante-sou-contestador, levou o Roberto Piva pra ler sua poesia. Assistiu-se a uma cena lamentável: depois da leitura do A praça da República dos meus sonhos, Piva teve que pedir que o aplaudissem. A maioria não prestou atenção no que ele leu, a minoria que se manteve atenta não achou graça no poema . Ou seja: ninguém mais tem saco pra Poesia Marginal e o seu quê de contestação já caducou faz um bom tempo (será que em algum momento ela contestou algo?).
Outros ainda tentam defendê-la com o argumento de que ela representa “uma diversidade ou pluralidade de vozes”. Péssima mania essa nossa de confundir diversidade com qualidade: um monte de gente gritando esquizofrenicamente numa sala é uma boa mostra de pluralidade de vozes, mas ninguém agüenta.
Tal como faço com Paulo Coelho, Jorge Amado e Érico Veríssimo, presto diariamente uma homenagem aos poetas marginais, esquecendo-os.
2 Comentários até o momento
Deixe um comentário
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>




amei a metáfora com os esquizo…
Comentário por fernandinha Maio 15, 2008 @ 6:26 pmVocê nem sabe o que é poesia marginal, rapaz!
Comentário por Renato Figueiredo Junho 7, 2008 @ 3:33 pm