Vamos muito bem, obrigado.
Publicado; janeiro 20, 2010 Filed under: música Leave a comment »Um senso comum é lamentar a escassez de “bons compositores” no Brasil, atualmente. Olhamos pros Chicos, Caetanos, Vinicius, Cartolas e choramos por não termos ninguém do porte deles andando por aí (nos esquecemos até mesmo que Chico e Caetano estão quentinhos-da-silva, basta ver os dois excepcionais últimos álbuns do Caetano e o Carioca, do Chico). Um dos novos cds de Maribeth, porém, mostram que o fim do mundo ainda não é agora e que, sim, temos um monte de gente muito boa compondo intensamente, graças a deus. Refirimo-me ao Tua, que tenho escutado exaustivamente (não posso falar nada por enquanto do Encanteria, que só ouvi uma ou duas vezes).
Além da música da Calcanhotto – impagável – fascino-me várias vezes com a terceira faixa, “O que eu não conheço”, de Jorge Vercilo e J. Velloso:
O mais importante em mim
é o que eu não conheço
o que eu não conheço
Acho essa estrofe de uma compreensão sem limites, assim como a que vem logo em seguida: ”o que de mim aparece/
é o que dentro de mim Deus tece”. Parece coisa de um Manoel de Barros, esse reconhecimento de que o que vale é aquilo que não tem nome e do qual não se pode dar uma prova de existência.
Outra que tenho especial-paixão é “Você perdeu“, de Márcio Valverde e Nélio Rosa. Sobretudo, porque é bem a minha bandeira, bem a minha verdade. É que há pessoas que nos oferecem só “o que naufraga(…) só o que mingua”, daí, depois, nosso amor aprende a falar outra língua. Assim, só nos resta cantar, com toda felicidade e alegria:
Foi você quem se perdeu de mim
foi você quem se perdeu
foi você quem perdeu
você perdeu
Hoje tenho quem desvele
quem me vista à fantasia
quem escreva em minha pele
coisas que eu não lhe diria
E tem mais acho que só vendo Maribeth interpretando (vide o 1min:27s) pra entender o sentido do “você perdeu”.




Comentários Recentes