“Vivo só num turbilhão de pensamentos”

Eu sou mesmo o samba-de-uma-nota-só: o amor, ai de mim. Pra mim não há nada mais importante do que isso para se dizer. Como já disse, o CD novo da Nana está supimpa – é que ainda não consegui escapar da verdade dessa afirmação Sem poupar coração. Queria ter um livro no prelo só para colocar um título como esse. (Ou se não tivesse que pagar direitos autorais pros herdeiros da Clarice colocaria como título O antigo Schumann e a sua doce Clara são hoje ossos).

Aliás, o romance(?) que nunca escreverei – e que por isso mesmo é das melhores obras da literatura brasileira – teria o amor como tema. O enredo, isto é, a ação propriamente dita, praticamente inexistiria, porque tenho pouquíssimo interesse por uma “grande história”. Mas sei que queria contar uma tarde na vida de um sujeito sem propósito, de alguma forma um outsider e que, não obstante, tem uma eterna crença em algo que sabe bem o que é e que é indefinível. A certa altura o personagem diria para si mesmo, como se orasse: “eu que amo tanto”.

Mas a agonia da minha vida foi comprar a coleção da Folha e descobrir que as músicas não são interpretadas pelos próprios compositores. Uma pena porque adoro ouvir o Noel cantando suas próprias músicas.


2 Comentários on ““Vivo só num turbilhão de pensamentos””

  1. Caio Montenegro disse:

    Baixando o disco da Nana, já. xD

  2. fernandinha disse:

    são hoje ossos, AI DE NÓS!

    te mandei email!


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