Marilda casou com um milionário, Ai de nós.

Há tempos não gosto tanto da Ilustrada de domingo como hoje.

1) Adorei saber que acharam canções inéditas da Gal-década-de-70, perdidas nos arquivos da Universal, e que vão reunir tudo em CD, pro ano que vem. Fico feliz porque sinto falta dessa Gal, não porque ela exibia os peitos, mas porque não se limitava a regravar sucessos, como andou fazendo ultimamente. Se bem que gosto muito, muito do Hoje, de 2005.

2) A tristeza da minha vida foi saber que a Marilda vai deixar a Grande Família. Adréa Beltrão toda as quintas na TV é como um beijo na face da sociedade nacional. Os gritos de risos que darei quando vir o seriado terão, a partir desse ano, qualquer coisa de tristes por essa ausência incurável.

3) E o melhor de tudo é o artigo do Ferreira Gular, sobre esse caso perdido que é o Lula:

Mas nada chocou tanto a opinião pública, dentro e fora do Brasil, quanto sua [de Lula] afirmação de que é inaceitável que alguém se deixe morrer numa greve de fome. E, como se não bastasse, comparou os prisioneiros políticos, condenados por delito de opinião, aos criminosos comuns, presos por roubar ou matar. O ministro Amorim tentou defendê-lo, dizendo que Lula, por já ter feito greve de fome, estava agora fazendo uma autocrítica. Na verdade, Lula fingiu fazer greve de fome, em 1980, pois, como se sabe, comia escondido. Não se trata, pois, de autocrítica, mas da tentativa de desqualificar quem demonstrou a grandeza moral que ele não teve. Teríamos que vê-lo, não como o estadista, que pretende ser, e, sim, com um espertalhão, capaz de qualquer coisa que sirva a seus objetivos?
Seria, talvez, simples demais afirmar que sim. No entanto, como entender sua atitude, na visita recente ao Oriente Médio, quando se ofereceu, publicamente, para mediar o conflito entre judeus e palestinos, tarefa já entregue a um “quarteto” de alto nível composto pelos EUA, a comunidade europeia, a Rússia e a ONU? Como era de esperar, o oferecimento foi rejeitado pelos dois lados.
Lula certamente não contava com isso, mas, esperto como é, tampouco se julgaria capaz de resolver tão complexo problema. O que lhe interessava era posar de estadista preocupado com as grandes questões mundiais. É o mesmo cara que inaugura obras não concluídas e acha que só um retardado mental faz greve de fome para valer.
Teme a era pós-Lula.

2 Comentários on “Marilda casou com um milionário, Ai de nós.”

  1. caiocabral disse:

    Que tal ele, o Lula, resolver primeiro os nossos problemas? Essas políticas de apoio internacional de determinados países funcionam muito bem… pra quem está igualmente bem, é claro.

  2. [...] do amor. Mesmo que pra isso seja preciso amar duas pessoas (erradas) ao mesmo tempo. Mas ela se casou com um milionário e sumiu, ai de nós. por rafael martins da costa categoriasaforismos Ai de nós artes brasil [...]


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