Falência geral de tudo por causa de todos!

O que dizer da disputa presidencial deste ano? O Datafolha hoje mostra Dilma e Serra empatados e Marina bem atrás, com dificuldades para superar os seus 10%. Resultado semelhante ao do Ibope divulgado na semana passada, que mostrava Dilma com leve vantagem em relação a Serra. Pesquisas, claro, não podem ser apontadas como uma verdade eleitoral, apenas medem um momento. Vide a excepcional reportagem da piauí sobre como são realizadas as pesquisas.

Mas algo começa a ficar claro: Dilma e Serra devem mesmo polarizar a disputa, tal como queria Lula, que desejava um pleito plebiscitário, já que Marina não se mostrou, até agora, capaz de oferecer uma alternativa ao falso embate PSDB e PT. Dilma e Serra não apresentaram propostas. A candidata lulista é só uma aberração política, um fantoche sem alma própria, inflada pela sombra de Lula. A única coisa que Dilma tem a oferecer é dar prosseguimento ao lulismo, que se funda na tríade: aparelhagem do Estado por sindicalistas, vale-tudo político (que inclui aliança com gente como J. Sarney, Collor, Renan Calheiros e derivados) e distribuição demagoga de dinheiro, através dos programas assistencialistas. Tudo isso, claro, regado por uma publicidade monstruosa, que prega que “estamos vivendo um novo Brasil” e que vai tudo muito bem, graças a ele, Lula.

O PSDB entrou com vários pedidos de multa ao PT por campanha eleitoral antecipada. Lula foi multado mais de uma vez. Criminosamente, o petismo colocou a candidata-poste no ar, falando de si mesmo, como se já pudesse haver campanha. O PSDB, corretamente, reclamou. Dias depois, porém, os tucanos colocaram no ar um comercial no qual J. Serra aparecia contando a sua história de vida e, depois de destacar que o candidato era de “origem pobre, filho de vendedores de fruta”, o locutor destacava: “a experiência pode fazer melhor”. Criminosamente, o tucanismo colocou o candidato-recém-empobrecido no ar, como se não fosse ilegal a campanha antecipada. Como se a lei se tivesse que ser aplicada ao PT. Como se valesse tudo.

A campanha eleitoral provavelmente irá aprofundar esse vale-tudo. O PT mais uma vez tentou organizar um dossiê. Mais à frente, devem insistir na mentira-em-que-todos-acreditaram-em-2006 de que se o PSDB ganhar, a Petrobrás e tudo-que-existe serão privatizados. Do outro lado, José Serra repetirá que criou os genéricos. Até agora, de concreto, ele nada propôs. Ao contrário, teve que aceitar um vice desconhecido, cedendo às pressões dos caciques do DEM. No final das contas, mostrou-se como um candidato incapaz de romper com o conchavo político, que se tornou a marca mais significativa do lulismo. Ai de nós.

[Ps: As pesquisas também mostram um recorde de popularidade para Lula. Segundo o Datafolha, 78% acham o governo lulistas bom/ótimo e só 5% acham ruim/péssimo. Segundo a Wikipedia, Lula ganha até mesmo de Deus, já que 7,4% dos brasileiros se declaram ateus. Ai de todos nós]



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