Sei tudo que o amor é capaz de me dar
Publicado; agosto 6, 2010 Filed under: ego, homens, música 2 Comments »Gostei muito de ter prestado mais atenção à letra de “My Baby just cares for me”. Ah, que isso me explica muito, “my baby don’t cares for show/ for clothes/ my baby just cares for me”. É que já disse a vida é um grande jogo de tabuleiro, sendo que a casa-zero é a solidão e o ponto de chegada o casamento (ou qualquer outra palavra que signifique encontrar-se no amor, encontrar o amor). Daí, quem fica assim se importando demoradamente com certas coisas, como roupas, volta duas casas.
Mas o que eu mais gosto de dizer é que música e literatura é definitivo. Quando a pessoa gosta de Maribeth, ela tem direito a avançar 4 casas, se souber um trechinho de Rosa ou de Estamira anda 7 e se assoviar, pra mim, depois do amor, uma melodia do Roberto, salta imediatamente 13 casas. O que eu queria dizer: que em “My Baby just cares for me” há o trecho-perfeito: “Liz Taylor is not his style”. É mais o menos o que eu sinto quando vejo no last.fm de alguém Lady Gaga entre as mais tocadas. Que este alguém não é aquele que eu queria para mim, o amor que eu esperava não ter fim. L. Gaga faz a pessoa ir para prisão do banco-imobiliário da vida, a fiança é cara, o jogador fica 7 rodadas sem jogar.
[Há um grupo de bossa-jazz gaúcho, o Delicatessen (já falei aqui?), que gravou um disco exatamente com o nome dessa música. A coisa é imperdível.]




peraí, por essa lógica, meu peão já chegou à ultima casa! se for mulher tem que dar meia volta?
[...] que eu nunca(?) tinha ouvido na versão de Billie Holiday, mas a conhecia a versão do Delicatessen (gosto toda vida), que é uma graça e vai muito bem obrigado, sem me causar mais vibrações, que [...]