E quando escreveremos “faisão”?

 

Achei um trecho de um romance gaúcho muito fiel ao Brasil de hoje:

Essa serpente do paraíso brasileiro é a combinação de pragmatismo e conformismo, na corrupção e no rancor diante do povo miúdo, na subserviência aos graúdos e na brutalidade com os marginais, tudo encimado pela insensibilidade a qualquer manifestação do espírito que não tenha um valor material. O Brasil imaginado está longe do país real, que ainda está precisando entender o que o retém, o paralisa e o impede de seguir seu rumo. (Breviário das Terras do Brasil, Luiz Antonio de Assis Brasil).

 

Muito coerente, pois por onde se olha só se vê a insensibilidade por qualquer manifestação do espírito que não tenha um valor material. Falta-nos poesia e Maribeth sabe muito bem disso.

Enquanto isso eu preparo o Melô da Ortografia (vejam só se não falta poesia!), pra ensinar meus alunos que depois de ditongos, se o fonema for z, a gente escreve com s, como em “coisa”, “náusea” e “faisão”. Ai de mim.



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