Publicado; março 16, 2011 Filed under: Ai de nós, Literatura Leave a comment »
Não faz nem 4 meses que estou longe dela, e ai! que morro de saudade da academia! E da minha universidade. Ainda mais com minha orientadora me mandando um e-mail, para eu pedir bolsa. É uma tristeza na vida da gente essa história de não poder viver para a literatura e ter que viver dela.
O Oráculo-de-Nagô
Publicado; janeiro 12, 2011 Filed under: Ai de nós 1 Comment »Fui consultar o Oráculo-de-Nagô para saber o porquê de sempre haver, no ônibus, uma pessoa deselegante que não sabe falar baixo ao usar o celular, obrigando todos a escutar sua conversa, obrigando todos a saberem de uma história que só diz respeito a ela mesma.
O Oráculo-de-Nagô me respondeu que isso não é um problema só do populacho, nem tampouco ocorre só nos ônibus. Me disse que também na internet, nos Twitters e Facebooks da vida, as pessoas postam 10, 20, 30 vezes ao dia comentários, histórias que, a rigor, só dizem respeito a elas mesmas.
A mesma pergunta circula entre os corações dos que não esquecem, ai deles
Publicado; setembro 9, 2010 Filed under: Ai de nós, música Leave a comment »Ai que chorei tanto:
Há uma música, “You’ve Changed”, que eu nunca(?) tinha ouvido na versão de Billie Holiday, mas a conhecia com o Delicatessen (gosto toda vida), que é uma graça e vai muito bem obrigado, sem me causar mais vibrações, que não a sensação de estar escutando uma música muito boa. Acontece, que hoje baixei um disco da Billie, fui ouvir “You’ve Changed”. E chorei muitíssimo – tenho meus pensamentos secretos. O verso: “You’ve forgotten the words, ‘I love you’” não é a mesma pergunta de “tantas vezes você disse que me amava tanto/tantas vezes eu exuguei o seu pranto”?
You’ve changed
Your kisses now are so blase
You’re bored with me in every way
I can’t understand
You’ve changed
You’ve forgotten the words, “I love you”
Each memory that we’ve shared
You ignore every star above you
I can’t realize you’ve ever cared
You’ve changed
Quem jamais te esqueceria
Publicado; julho 26, 2010 Filed under: Ai de nós, ego 1 Comment »Amo tanto a minha terra, pois acho que só aqui eu acordaria, escovaria o dente correndo e em menos de 32 minutos eu estaria vendo ao vivo (sic) Miúcha cantando Chico e Vinicius, acompanhada por um piano. Porque só aqui eu comeria feijão-tropeiro na feira e pagaria sem-querer menos pelo marmitex, e me sentiria culpado por isso. Mas, depois de me entorpecer, eu descobriria que não fora bem assim, pois tudo é uma questão de equação-de-segundo-grau, afinal como a coca-cola fica mais barato proporcionalmente à medida em que aumentamos o volume de compra (ex: 1 lata(300mL), que custa R$2,00 é proporiconalmente mais cara do que uma garrafa PET(2,0L) que custa R$3,00), daí eu me convencia que não estava fraudando o preço do tropeiro-mineiro, bebi um vinho, porque aqui eu descobri que em uma fotografia-limitada do universo registraram 10 mil galáxias e em cada uma dessas 10 mil galáxias existem 10 bilhões de estrelas, e fiquei me perguntando, deus dos-sem-deuses quem é a Terra diante de 10 mil vezes 10 bilhões de outros astros, que posso eu diante de 10 mil vezes 10 bilhões de outros astros, ai de mim, e eu pensei, “se a natureza é essa coisa gigante e, pra mim, a natureza é amar e o amor é a única ordem natural, ai daqueles que não amam e não sofrem por amor, porque como disseram onde pode acolher-se um fraco humano/ onde terá segura a curta vida/que não se arme se indigne um céu sereno/ contra um bicho da terra tão pequeno”, porque foi aqui, em minha terra, que eu amei pessoas que me marcam com a saudade e fui dormir já pensando nos tempos de depois de eu nascer.
Meu luto é branco como um mar de leite
Publicado; junho 18, 2010 Filed under: Ai de nós, Literatura Leave a comment »Ai de todos nós: Saramago no domingo será cinzas.
Ele me matava aqui.
Tenho saudade da minha antiga pobreza, quando tudo era mais sóbrio e digno e eu nunca tinha comido lagosta!
Publicado; junho 8, 2010 Filed under: Ai de nós, ego, Literatura Leave a comment »Ai de mim que não aprendi a só ser
Publicado; maio 29, 2010 Filed under: Ai de nós, ego Leave a comment »Às vezes eu fico pensando: devia ser proibido tirar fotografias. Depois, mesmo com o tempo passado, a gente fica olhando e fica com um sofrimento do capeta. Ai de nós.
Roberto é indicativo de um desenvolvimento cognitivo consolidado
Publicado; abril 25, 2010 Filed under: Ai de nós, ego, Literatura, música 3 Comments »É o que eu digo: qualquer dia vou ter uma síncope, com tanta alegria que essa vida me proporciona. Pois que tenho vivido dias impagáveis, sem poder me conter quase. Tudo graças ao batalhão de gente-belorizontina do bem, que eu revi e que me explica muitíssimo.
Começa por um amigo que veio me trazer a crônica “Pertencer”, da Clarice (está no Aprendendo a viver). Ainda vou escrever sobre este texto, assim que sair(?) da explosão de mim, que ele me causou. Basicamente, é um deixar-se encontrar sem tamanho: “E então eu soube: pertencer é viver”.
E uma amiga me disse que há frases e palavras que não podem mais ser pronunciadas como, por exemplo, “alienado” e “a TV Globo manipula a mente das pessoas”. Já tinha dito isso aqui, só que de outra forma: são expressões de pessoas-com-visão-crítica. O fato é que são, enfim, falas que já estão vazias de sentido, que já se degradaram. É preciso inventar outros clichês, ai de nós.
A mesma amiga me contou uma teoria inesquecível, que estabelece uma relação direta entre o desenvolvimento cognitivo do indivíduo e Roberto Carlos. Segundo ela, quando a pessoa ainda está num estágio cognitivo em desenvolvimento, isto é, não-superior (embora a superioridade não tenha aqui o sentido de hierarquia) acha tudo do Roberto muito barango. Depois, quando se desenvolve cognitivamente, torna-se capaz de perceber a genialidade do Roberto.
Tudo isso, no entanto, não me fez mais feliz do que minha (outra) amiga, entrando no McDonald’s para pedir dois pastel e um caldo de cana! Isso é tão mineiro, que até me desestabiliza.
Marilda casou com um milionário, Ai de nós.
Publicado; março 28, 2010 Filed under: Ai de nós, brasil, música, Política | Tags: Gal Costa, Grande Família 2 Comments »Há tempos não gosto tanto da Ilustrada de domingo como hoje.
1) Adorei saber que acharam canções inéditas da Gal-década-de-70, perdidas nos arquivos da Universal, e que vão reunir tudo em CD, pro ano que vem. Fico feliz porque sinto falta dessa Gal, não porque ela exibia os peitos, mas porque não se limitava a regravar sucessos, como andou fazendo ultimamente. Se bem que gosto muito, muito do Hoje, de 2005.
2) A tristeza da minha vida foi saber que a Marilda vai deixar a Grande Família. Adréa Beltrão toda as quintas na TV é como um beijo na face da sociedade nacional. Os gritos de risos que darei quando vir o seriado terão, a partir desse ano, qualquer coisa de tristes por essa ausência incurável.
3) E o melhor de tudo é o artigo do Ferreira Gular, sobre esse caso perdido que é o Lula:
“Vivo só num turbilhão de pensamentos”
Publicado; março 24, 2010 Filed under: Ai de nós, ego, Literatura, música 2 Comments »Eu sou mesmo o samba-de-uma-nota-só: o amor, ai de mim. Pra mim não há nada mais importante do que isso para se dizer. Como já disse, o CD novo da Nana está supimpa – é que ainda não consegui escapar da verdade dessa afirmação Sem poupar coração. Queria ter um livro no prelo só para colocar um título como esse. (Ou se não tivesse que pagar direitos autorais pros herdeiros da Clarice colocaria como título O antigo Schumann e a sua doce Clara são hoje ossos).
Aliás, o romance(?) que nunca escreverei – e que por isso mesmo é das melhores obras da literatura brasileira – teria o amor como tema. O enredo, isto é, a ação propriamente dita, praticamente inexistiria, porque tenho pouquíssimo interesse por uma “grande história”. Mas sei que queria contar uma tarde na vida de um sujeito sem propósito, de alguma forma um outsider e que, não obstante, tem uma eterna crença em algo que sabe bem o que é e que é indefinível. A certa altura o personagem diria para si mesmo, como se orasse: “eu que amo tanto”.
Mas a agonia da minha vida foi comprar a coleção da Folha e descobrir que as músicas não são interpretadas pelos próprios compositores. Uma pena porque adoro ouvir o Noel cantando suas próprias músicas.





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