Marilda casou com um milionário, Ai de nós.
Publicado; março 28, 2010 Filed under: Ai de nós, brasil, música, Política | Tags: Gal Costa, Grande Família 2 Comments »Há tempos não gosto tanto da Ilustrada de domingo como hoje.
1) Adorei saber que acharam canções inéditas da Gal-década-de-70, perdidas nos arquivos da Universal, e que vão reunir tudo em CD, pro ano que vem. Fico feliz porque sinto falta dessa Gal, não porque ela exibia os peitos, mas porque não se limitava a regravar sucessos, como andou fazendo ultimamente. Se bem que gosto muito, muito do Hoje, de 2005.
2) A tristeza da minha vida foi saber que a Marilda vai deixar a Grande Família. Adréa Beltrão toda as quintas na TV é como um beijo na face da sociedade nacional. Os gritos de risos que darei quando vir o seriado terão, a partir desse ano, qualquer coisa de tristes por essa ausência incurável.
3) E o melhor de tudo é o artigo do Ferreira Gular, sobre esse caso perdido que é o Lula:
“O Estado da Dilma”
Publicado; fevereiro 26, 2010 Filed under: brasil, Política Leave a comment »Assim como o Samuca, achei muito bom o artigo da Miriam Leitão, sobre a Dilma Rousseff:
A candidata Dilma Rousseff disse à “Época” que a “perversidade monstruosa” do Estado mínimo é que ele “não investe em saneamento”. Faltou explicar dois pontos: quem entre seus adversários defende o Estado mínimo e por que, ao final do governo Lula, pelo último dado disponível, apenas 52% dos domicílios têm esgoto; quatro pontos percentuais a mais do que no começo do mandato.
Cadê o anti-discurso?
Publicado; fevereiro 20, 2010 Filed under: brasil, Política Leave a comment »

Quem terá a coragem e a ousadia necessárias para representar um anti-discurso capaz de varrer o lulismo?
Em mais um evento em louvor do pensamento único, os espertos-ao-contrário do PT lançaram hoje a candidatura de Lula ao terceiro mandato e oficializaram Dilma Rousseff como sua representante, ai de nós. Não é segredo pra ninguém. Faz algum tempo os esforços de Lula têm se concentrado no processo de transformação da imagem política dessa senhora: ela precisa deixar de ser de uma ilustre-desconhecida para ser identificada pelo populacho como uma figura incapaz de inventar algo diferente do lulismo e, por isso mesmo, corajosa para enfrentar (risos) “as elites” (azelite).
Mas Lula nunca tinha expressado de maneira tão clara o seu projeto permanência no poder através dessa senhora, quanto hoje: “Eleger Dilma não é coisa secundária para o presidente da República, é coisa prioritária na minha vida este ano”, disse. Ainda que, a rigor, não haja nessa declaração nenhuma novidade, me assusta o que pode fazer um governo que tem como prioridade se manter no poder. Sobretudo em um cenário político como o que estamos vivendo no Brasil, quando um líder populista consegue transformar o engodo do nunca antes na história desse país numa verdade para as todas as camadas da população.
E o que me parece mais lamentável: do outro lado(?), está uma oposição envergonhada, sem propostas, satisfeita por ser apenas uma figurante no debate político. Aliás, debate que não existe. José Serra, o nome que desponta como real adversário, não tem capacidade de montar um discurso capaz de desmontar o lulismo. É só um nome, não um opositor. Não se assumiu até agora como uma opção capaz de varrer essa gangue sindical. Nem parece interessado em fazê-lo, ai de nós.
O Brasil está otimista, ai de nós.
Publicado; dezembro 28, 2009 Filed under: Ai de nós, brasil, Política Leave a comment »
O ano termina com um clima de euforia que me dá preguiça. Que o presidente saia por aí, irresponsavelmente, pregando o mito do desenvolvimentismo, tudo bem. Afinal, a popularidade dele é resultado exatamente de um misticismo ingênuo. Que as estatais (Petrobrás e BB, sobretudo) anunciem em seus (custosos) comerciais que estamos vivendo em um “novo país”, tudo bem. Afinal, essas empresas foram sequestradas pela gangue sindical responsável pela sustentação financeira do lulismo.
Triste é ver as empresas privadas também caírem na turma do oba!, ao invés de ficar na turma do epa!. Pois hoje vi a mesma frase em dois comerciais que se seguiram no horário nobre. O mote “o Brasil deixou de ser o país do futuro, para ser o país do agora”, proclamado no comercial do BB, foi repetido quase literalmente trinta segundos depois, na campanha da Vale.
O que me aporrinha é saber que quando estamos entregues ao mito, fiscalizamos menos, somos menos exigentes. Ao contrário, se há virtude na descrença é a de que o cético é menos facilmente enganado.
notas
Publicado; dezembro 22, 2009 Filed under: Ai de nós, Política | Tags: José Serra 2 Comments »- Agora que o Aécio desistiu de disputar a presidência, dá vergonha ver o Serra em cima do muro. Esperava mais do pré-candidato que, supostamente, simbolizaria um ponto final no lulo-populismo. O PSDB mostra, dessa forma, o que sempre foi, um partido do “deixa disso”, do late mas não morde. Repetem o erro de 2005, quando acharam que era melhor deixar o presidente “sangrar”, por causa do mensalão, até a eleição, quando, então, o derrotariam.
- Lamentável ver que a eleição do ano que vem caminha para um embate entre uma ilustre desconhecida candidata sem personalidade política e um velho cacique sem proposta oposicionista.
- Por isso, concordo com as palavras do Aécio, quando afirma que as prévias no PSDB, pelo menos, serviriam para colocar em debate as propostas de governo dos dois pré-candidatos. Talvez elas não fossem tão diferentes assim, mas pelo menos saberíamos quais eram. Com o fim da pré-candidatura de Aécio, o pleito de 2010 perde ideias.
- Dilma é apenas um fantoche político da gangue sindical que há sete anos institucionalizou a luta de classes. Serra é apenas um fantasma sem proposta e sem coragem para erradicar o lulo-populismo. Ai de nós.
Publicado; agosto 27, 2009 Filed under: brasil, Política | Tags: Eduardo Suplicy, PT Leave a comment »
Rindo (pra não chorar) com o Editorial da Folha de hoje:
A hora do Chacrinha
A COMÉDIA é de tal ordem que talvez a única coisa a ser levada a sério no Senado Federal seja a ideia de extinguir-se, de uma vez por todas, o seu Conselho de Ética. Se a palavra deixou de constar do dicionário da Casa, nada mais lógico que lideranças partidárias proponham o desaparecimento de um colegiado que, afinal, já não tem objeto pelo qual zelar.
O exame do assunto, que ocorreria ontem, terminou sendo postergado. Não faz mal. Que se permita, neste espaço, uma modesta sugestão no sentido de aperfeiçoar a iniciativa.
É que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) planeja, enquanto isso, construir uma praça de alimentação no Senado. Estão previstos dois restaurantes e uma lanchonete. Como não se menciona a existência de pizzarias, quem sabe os espaços do Conselho de Ética poderiam destinar-se a tal especialidade.
O senador argumenta que a abertura do novo espaço de comilança se justifica até por razões de saúde pública, tal a precariedade das condições de higiene dos atuais restaurantes do Senado. Haverá de concordar com a tese a senadora petista Ideli Salvatti, que em outro contexto fez um desabafo acerca dos sacrifícios de seu cargo: sente-se merecedora de um “adicional de insalubridade e periculosidade” em seu salário.
A observação não é lisonjeira para seus colegas, ainda que na mesma ocasião a senadora tenha salvado os do próprio partido: “Tenho orgulho da ética petista”, declarou triunfalmente.
Foi, sem dúvida, para se fazer passar como último representante da “ética petista” que o senador Eduardo Suplicy, por sua vez, encenou o espetáculo ridículo e infantilóide do cartão vermelho contra José Sarney, numa sessão em que o Senado Federal pareceu descer ao nível dos antigos programas do Chacrinha.
Suplicy, que silenciara enquanto algumas figuras isoladas, como Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF), reivindicavam o afastamento do presidente do Senado, resolveu jogar para a opinião pública, como sempre foi a sua especialidade. A esta altura da desmoralização geral, e depois de se saber que sua namorada viajou para Paris com passagens oficiais, tornou-se apenas motivo de chacota, desbancando seu até aqui indesbancável e irrevogável líder de bancada, Aloizio Mercadante.
O mesmo Heráclito Fortes da praça de alimentação encarregou-se de desmascarar a farsa, dizendo que Suplicy deveria mostrar o cartão vermelho, isto sim, ao presidente Lula, que coordenou a salvação de Sarney no Senado.
Atônito, enfurecido e mais vermelho que o próprio cartão, o senador petista não teve resposta. Quem sabe o ex-presidente e senador Fernando Collor, hoje especializado em lições de moral, pudesse repetir o que disse a Pedro Simon há algum tempo, ordenando que Suplicy engolisse e digerisse o tal cartão -enquanto, é claro, não chega a esperada inauguração dos novos restaurantes da Casa.
Pobre mercadante!
Publicado; agosto 24, 2009 Filed under: brasil, Política Leave a comment »
E adorei a charge do Angeli hoje:
O PT não é melhor que Lula
Publicado; agosto 19, 2009 Filed under: brasil, Política 6 Comments »
Disse aqui outro dia que Lula era pior do que o PT. É que talvez eu ainda acreditasse (ai, de mim) no que dizia o Mercadante: que o partido estava unido no sentido de aprovar uma investigação dos escândalos que envolvem José Sarney. O que se viu hoje, no entanto, foi lamentável: os senadores do PT no Conselho de Ética, Ideli Salvatti, Decídio Amaral e João Pedro, votaram a favor do arquivamento do processo e, assim, por 9 votos a 6, Sarney se livrou da investigação. A conta é simples, se os três petistas tivessem feito o que Mercadante jurava que eles iriam fazer, o resultado seria exatamente o contrário, seriam 9 votos contra-Saney e 6 prós. Na verdade, a decisão dos petistas foi orientada pelo próprio presidente do partido, que mais cedo havia divulgado uma nota, pedindo que eles votassem a favor de Sarney.
O mais nojento dessa história toda é que a votação não era para decidir sobre a cassação de José Sarney, mas apenas para que ele fosse investigado . Há nisso algo de muito escandaloso porque hoje não se tratava de condenar ninguém, mas apenas de iniciar um processo que poderia resultar até mesmo na conclusão (vá lá) de que o senador é inocente. Foi um voto lulista, da ala petista favorável ao deixa disso.
Acho que foi o Pedro Simon quem disse uma frase da qual é impossível discordar: hoje é um dia histórico para o PT – perderam Marina Silva para se ligarem a Collor, Sarney e Renan Calheiros.
Lula é pior que o PT
Publicado; julho 29, 2009 Filed under: brasil, Política Leave a comment »
Vejam só como são as coisas: quando estourou o escândalo do Mensalão, em 2005, Lula tratou logo de separar-se do PT, dizendo que o partido precisava “cortar na carne” e separar as “laranjas podres das boas”. O populacho acreditou que ele nada tinha a ver com os dólares na cueca, com o carro que Silvio Pereira ganhou de uma empresa prestadora de serviços para a Petrobrás, com os Delúbios, com os Zés Dirceus e Genuinos. O presidente foi à TV para pedir desculpas e dizer que havia sido “traído” pelo PT e que ele, pobre coitado, não sabia de nada. Era como se ele sofresse da síndrome do analfabeto enganado por espertalhões. Lula era só uma pessoa que confiava demais nas pessoas.
O mesmo aconteceu quando, em plena campanha eleitoral de 2006, alguns dirigentes petistas foram descobertos com alguns milhões, que seriam usados para comprar um dossiê contra José Serra. Lula logo tratou de se afastar do escândalo e disse que aquilo era coisa de “aloprados”.
Por essas e outras, o presidente sempre figurou no imaginário do povão como alguém bastante honesto, mas que infelizmente estava cercado de pilantras. O PT sempre foi o problema de Lula, acreditavam alguns.
Se há algum de bom nessa crise do Senado é o fato dela colocar as coisas em pratos limpos. A insistência do presidente Lula em apoiar Sarney, mesmo depois das incontestáveis provas de coronelismo e nepotismo por parte do senador, mostram que Lula é a laranja mais podre do PT. O que se viu essa semana foi exemplar, o presidente, em várias oportunidades, apareceu achincalhando o seu partido. Depois de aguentar o quanto pôde, Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado, divulgou nota, pedindo o afastamento de Sarney da presidência. Lula não perdeu tempo: saiu em defesa de Sarney e desmentiu a nota de Mercadante, dizendo que ela não refletia a opinião do PT. Ora, ninguém mais acredita que o PT é o reduto da ética, mas o que esse escândalo mostra é que Lula representa a ala mais pilantra do partido. O presidente é o símbolo do que há de mais retrógrado e escuso na política: o deixa-disso. Mais que isso: é um misto de líder de gangue sindical combinado com o mais baixo fisiologismo, mistura que resulta em algo pior do que o sarneyzismo.
Lula e seus amigos
Publicado; julho 21, 2009 Filed under: brasil, Política Leave a comment »
1)Das coisas que eu vejo e NÃO me espanto:

Lula sobre os seus novos amigos, Renan Calheiros e Collor: "Eu quero aqui fazer Justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado.".
2) Por falar em não-espanto: Romero Jucá como relator de uma CPI (da Petrobrás) é coisa que só se vê por aqui.
3) No Editorial da Folha de hoje, um comentário imperdível: “As ideologias de 40 anos atrás refletiam, bem ou mal, as aspirações de uma classe média em conflito com um país atrasado, agrário e bacharelesco. Hoje, o atraso mudou de nome, endereço e classe social. A UNE se preocupa com carteirinhas e com a participação do capital estrangeiro nas universidades privadas. No país de Sarney e de Lula, a liderança estudantil poderia ser um pouco menos velha do que isso. Ao menos para variar.





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