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Fernanda Young

Tiê e a xoxota da Fernanda Young: muito pêlo, pouco excitante.

 
 
Tentei escutar o tal disco da tal Tiê, mas as tais músicas são todas iguais, parece que você está escutando a mesma coisa. E tal.
 
Não me espantei com a declaração da Fernanda Young, dizendo que é um orgulho pro país ter alguém com oito romances publicados, posando pelada, como se não fosse qualquer pé-rapado que pudesse ser escritor. Não me assustei nem mesmo com a afirmação de que ela decidiu aparecer peladinha porque descobriu que homens se excitam com inteligência (sic). Me assustei foi com a xoxota bastante peluda dela.
 
 Eu também me pergunto, com tanta pornografia à vontade na internet, por que o povo ainda perde tempo comprando revista?

 

Dúvida é quando, depois de comer um sanduíche normal, com duas fatias de pão, você resolve comer mais uma fatia. E então: comê-la aberta pra-durar-mais, ou dobrá-la ao meio para ficar mais rechonchuda?

Solidão é quando, num dia frio e chuvoso, você esquece a toalha na hora do banho e descobre que, por morar sozinho, não adianta gritar que ninguém vai levá-la até você.

Adorei essa votação com os vídeos brasileiros mais toscos/engraçados que foram parar no youtube. Não conhecia alguns deles e gritei de rir com a “Piloto de Fuga”. Impagável o comentário do menino que está filmando, no final.

Mas também acho que alguns são patrimônios nacionais, como a Ruth Lemos e a Pantera e, claro, o Lasier Martins.

[não disse que estava sem assunto?]

Não me canso de ver esse vídeo!


Quase morri vendo essa semana o Espaço Aberto Literatura em homenagem ao Borges. É que eu não sabia que existiam imagens tão íntimas do Borges e fiquei impactado com ele na biblioteca, já praticamente cego, tateando os livros…

E também na Globo News, adorei a entrevista do Lucas Mendes com Ben Ratliff, um especialista em jazz, ou como disse o Lucas, alguém que conhece mais de música brasileira do que 99% dos brasileiros. “A música, para ser conceitualmente boa, tem que desafiar o público” é uma frase sem tirar nem por. E eu me lembrei de um comentário que ouvi logo no primeiro ano de faculdade, num fórum sobre o papel das artes e humanidades na universidade brasileira, comentário do qual nunca me esqueci (infelizmente não me lembro o autor): “a música tem que dizer algo ao público, senão vira só barulho e barulho é sempre irritante”.

E ontem, antes de dormir, eu gritei de rir e acordei o prédio inteiro, provavelmente: É que a Heloísa Perissé disse no Jô que parou de comer chocolate porque ela não conseguia comer uma barra só. E que não respeita e odeia aquelas pessoas que, cretinamente, conseguem comprar um chocolate, comer um tablete, guardar o resto na bolsa e esquecer o chocolate lá. Me identifiquei.

Risos

Tinha me prometido a não perder mais tempo escrevendo sobre moda nesse blog (afinal, quem escreve sobre moda e não trabalha com isso ou é vagabundo ou não entende nada do que fala, geralmente as duas coisas – ainda mais se for brasileiro: se as pessoas levassem moda a sério por aqui, todo mundo só usava bermuda e havaianas), mas é que salvei nos favoritos o link de um site que eu achei em um blog (esqueci o endereço, infelizmente, pra homenegear os direitos autorais) e quero compartilhar felicidade: Look at this fucking hipster. Hipster = gente vagabunda que se acha a vanguarda.

Uma vez minha mãe soltou uma pérola e só pouco tempo atrás eu entendi a dimensão da coisa. Ela: mas isso é feio, filho… Eu: Mas está usando, mãe. Ela: e só porque está na tendência deixou de ser brega?

 

Me acabo de rir com umas coisas dessas

 

Poxa, eu fico revoltado: se eu vou às festas, nunca tem barraco. Mas basta eu não ir, pro bafão rolar solto. Mas  amo o 00 (RJ) porque só dá gente bonita e bem relacionada, mas eu nunca pego os barracos-chics que tem lá, é uma tristeza.

 

Queria tanto ter visto o Dado batendo na Luana na pista de dança. E agora essa prisão da biscate paulistana que roubava os homens pra comprar roupa de grife e que foi presa enquanto ralava o tchan na pista do 00.

 

Além de tudo, eu estou em casa pseudo-semi-bêbado com UMA ice, vai entender.

 

O que eu estou lendo

Gramáticas da criação, George Steiner

O compromisso, Herta Müller

O complexo de Portnoy, Philip Roth

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esse povo ainda me mata