Se eu pudesse escolher uma frase pras próximas gerações, não seria sobre o protetor solar do Bial, não. O que deveria ser legado  é: Me inclua fora dessa! Tem frase melhor?


Coitado, gente!


Nessa recessão do diabo!

Não me bastasse a ausência de minha-casa, do meu apartamento, não me bastassem minhas tupperwares estarem adormecidas  à espera de novas conservas, agora, aqui na casa da minha mãe, a minha gata deu pra querer arranhar o meu sofá, esquecendo-se dos outros da casa! Nem capa-para-sofá a diaba respeita!

Quer dizer…


O desemprego é uma festa!

Estar desempregado não é lá tão ruim. Lembrei do Samuel: liguei no Cartoon Network hoje e estava passando Chapolin, em um episódio que contava a história de Cristóvão Colombo. Uma maravilha. Mas o que mais gostei foram os efeitos dos créditos, ao final – que eu nunca tinha visto no SBT. O Silvio Santos roubou de todas as nossas infâncias esse momento de pura experiência estética.

Mais abaixo, no Viva, a mulher do “Você é o que você come” subiu no teto de um daqueles ônibus londrinos com um megafone e desfilou pela cidade, convocando as pessoas para “reduzirem o tamanho do seu trazeiro“. Achei interessantíssima essa tradução da dublagem. Todos nós falamos “trazeiro” para bunda. Nem os dubladores do Chapolin em seu sotaque genovês teriam um achado assim.

 

E acho que vou aproveitar o desemprego para escrever um romance, o título será “Não se enrugue couro velho que te quero para tambor“.


Os mandarins do tempo não têm limites

Descobri hoje que já vou começar 2011 desatualizado. É que ainda não tenho a última(?) versão do msn que permite aparecer on-line só para alguns contatos, enquanto o resto dos seres supõe ingenuamente que você está off-line. É mais um indispensável recurso desse curiosíssimo programa de conversação feito para pessoas “ocupadas”, “ausentes” e “invisíveis”, que não conversam.

Enquanto isso, meu computador, coitado, perdeu alguns movimentos (do teclado) depois que eu derramei um copo de cerveja em cima dele.


Sendo que eu não mereço isso…

A tristeza da vida da gente é que chega uma hora em que você é obrigado a fazer auto-escola, com 45 inevitáveis horas de aulas teóricas.

Pois meu professor disse, hoje, que a Semana de Arte Moderna tinha como objetivo libertar a mulher da opressão machista desse mundo. E, por aí, mede-se o nível de relações que ele tenta estabelecer, ai de mim. Depois, mostrou um vídeo mal copiado do youtube, com fotos de acidentes de trânsito, intercaladas com quadros cubistas – reproduzidos em excelente qualidade -, ao som de Charlie Brown Jr.

Mas o que mais me fascina são os comentários sociológicos e antropológicos dele, sempre dispostos a traçar o perfil do brasileiro: “já viu, né, brasileiro sempre quer dar um jeitinho” ou “o brasileiro prefere chegar mais cedo em casa pra ver a novela do que (sic) esperar o sinal abrir”. E ele ainda arremata seus parágrafos, com versículos bíblicos: “e como diz papai-do-céu (essa expressão inexoravelmente introduz os versículos e na aula de hoje foi repetida 6 vezes)E saía Davi aonde quer que Saul o enviasse e conduzia-se com prudência”….


Viver é muito perigoso

Fui almoçar num restaurante da Usp hoje e estava bem feliz, sentindo que minha expectativa de vida iria se alongar em alguns dias, pois eu havia colocado bastante salada no prato – e o que é melhor, uma bela colherada de linhaça ( vi no Globo Reporter, que a coisa faz você viver uns anos a mais e e que eu não teria intestino preso se comesse todos os dias).

Entrei na fila, pra pesar o prato. Quando chegou a vez da mulher que estava à minha frente, a balança começou a surtar, apagando e acendendo, apagando e acendendo. A senhora italiana que provavelmente era a dona do lugar, e que pesava e cobrava ao mesmo tempo, começou a mexer o fio e a coisa desandou de vez, apagando definitivamente. Fato que a fez substituir a balança por outra que estava em cima de um armário empoeirado. Nisso já tinham sido consumidos uns 5 minutos, a fila crescia demasiadamente para as dimensões pequenas do lugar. Havia um cheiro de rebelião no ar, os clientes com seus pratos esfriando reclavam.

Ao ver que o prato repleto de carne e arroz da mulher à minha frente tinha dado apenas R$1,87, a dona do lugar – nesse momento, eu reparei que tratava-se de uma italiana obesa – foi acometida por uma espécie de vermelhidão que lhe fazia suar e respirar com dificuldades. Do outro lado, a fila para pagar também crescia. A nova balança velha não pesava honestamente, pesava pra menos, o prejuízo era certo, a rebeldia estava a ponto de fazê-los deixar os pratos ali e ir pra lanchonete ao lado, um rapaz falava pra ela cobrar um valor único por prato, ao que o outro que respondeu que então ele ia colocar mais strogonoff e quando um menino que não tinha nada a ver com a história veio lá de fora e perguntou quanto era o chicabom, a italiana se encostou no armário enfurrajado e disse, como desistindo:

“Ai que eu vou ter um infarto, gente.”


Efeito droga

Poderia mudar o nome deste site de que vos falo: “Olha o que as drogas fazem na vida de uma pessoa”.

(Comunidade no “Efeito Droga” no Orkut)


Tipos brasileiros

Do 9:50min pra frente, é a história da definição perfeita do que é o arquétipo da bicha-má!




“Braços de amansar desejos”

Eis que o meu site se tornou um auto-deboche, sei muito bem disso.

Depois de muito meditar, concluí que o Rodrigo Faro tem um peitoral assimétrico. Parece que ele malhou só de um lado.

Outro dia, escutei uma música da Vanessa da Mata e tive vontade de mandar uma cartinha pra ela, dizendo que ela está cantando uma música muito necessária. Preciso lembrar de ir ao correio, aliás.

Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo?

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria



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