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Risos

Tinha me prometido a não perder mais tempo escrevendo sobre moda nesse blog (afinal, quem escreve sobre moda e não trabalha com isso ou é vagabundo ou não entende nada do que fala, geralmente as duas coisas – ainda mais se for brasileiro: se as pessoas levassem moda a sério por aqui, todo mundo só usava bermuda e havaianas), mas é que salvei nos favoritos o link de um site que eu achei em um blog (esqueci o endereço, infelizmente, pra homenegear os direitos autorais) e quero compartilhar felicidade: Look at this fucking hipster. Hipster = gente vagabunda que se acha a vanguarda.

Uma vez minha mãe soltou uma pérola e só pouco tempo atrás eu entendi a dimensão da coisa. Ela: mas isso é feio, filho… Eu: Mas está usando, mãe. Ela: e só porque está na tendência deixou de ser brega?

 

- Ê, vontade de ter tuuudo dessa estante, viu.

 

- Esse flickr, que eu vi no blog do Samuel, é coisinha linda de deus.

 

- E é bem legal poder ver em um blog, as estampas que vão parar nas camisas da Cavalera. Embora eu tenha pra mim que a marca se empenhe em fazer design e esqueça de fazer moda.

 

-  Ontem revi também o Abril despedaçado, na mostra que eu já tinha comentado aqui. Só então me dei conta do contraste entre o movimento circular da moenda de cana com os bois e o rodopio da namoradinha do Santoro no filme. Aliás o menino que faz o irmão dele é o melhor personagem da história. E o mérito disso é todo do Walter.

 

- Camisetas e mais lojinhas de camisetas: Este lado para cima, Ligaretro, Modasupimpa, Samambaia, Fervor.

 

- E pena que isso não tem no Brasil.

 

- Matéria do Jornal da Globo de ontem, sobre o Justice. E eu super pegaria o Xavier de Rosnay, ficadica.

 

Isso que é objetividade:

 

 

No bilhete, está escrito: “Estou desesperada. Tenho um casamento para ir e não tenho roupa. Por favor poderia me imprestrar um vestido com istrass tamanho 40-42. Grata”.

 

Trata-se de um bilhete que a minha mãe recebeu de uma mãe de uma aluna dela (da escola pública). Não resisti, e tive que tirar uma foto. E minha mãe nunca sequer conversou com a mulher. Adoooro!

 

Isabeli, na Vogue: ela sente pena dos seus amigos

viadinhos que compram a revista?

 

Essa semana, Isabeli Fontana disse no sofá da Hebe que não quer saber dessa história de filho viadinho: “È a gente não tem que ter preconceito, mas filho meu, eu não gostaria que fosse.” (veja o vídeo). Como era de se esperar, a declaração rendeu pano pra manga: algumas pessoas não gostaram da fala da modelo, mas a maioria está com ela: numa enquete na Folhaonline, 5.321 pessoas (66%) também disseram que essa coisa de viadinho dentro de casa é um problema – um resultado bem parecido com uma outra enquete que eu já havia comentado aqui, sobre o beijo gay no final da novela.

 

O caso é que com o bafafá em torno da sua declaração, ela teve que se explicar: “Amo os gays. Tenho milhões de amigos gays. São as pessoas mais divertidas que conheço. Disse que não gostaria de ter um filho gay porque sei como eles sofrem com o preconceito. E nenhuma mãe gosta de ver seu filho sofrer”, disse em entrevista  à Folha de hoje.

 

Eu não estou nem um pouco interessado em saber se Isabeli tem ou não preconceito. Cada um que se resolva com seus preconceitos. O que me é estranho é essa idéia de que, mais cedo ou mais tarde, os gays vão sofrer. Outro dia vi num site uma pesquisa, feita com gays, na qual mais de 60% responderam que se pudessem escolher não seriam viadinhos. É provável que essas pessoas concordem com Isabeli e achem que ser gay é um negócio muito do complicado.

 

Pois eu não. Se eu pudesse escolher, teria nascido exatamente do jeito que eu nasci. Isso não quer dizer que eu ache lindo ser viadinho, ou que seja um militante do orgulho gay, mas que talvez se eu fosse hétero, eu não seria assim como eu sou. Não que eu seja a perfeição em pessoa – mas é que não há em mim absolutamente nada que eu queira mudar. Daí, eu fico pensando: se eu fosse um heterozinho, será que eu teria lido Dostoievski? Será que eu teria conhecido um monte de pessoas que são indispensáveis pra mim? Será que eu escreveria esse texto? Será que eu saberia quem é Isabeli Fontana? É provável que não, pois a minha história de vida seria diferente. Não saberia dizer se eu teria uma vida melhor ou pior; o que eu sei é que do jeito que está, está ótimo – por isso não mudaria. Claro, eu nunca fui discriminado, ou melhor, nunca sofri algum tipo de coerção por causa da minha sexualidade. Reconheço que muita gente deve passar maus momentos por ser gay – de verdade, não concordo quando digo que hoje o mundo está bem mais “liberal” (basta lembrar que enquetes foram feitas por um jornal, que tem como público as camadas mais ricas e esclarecidas do país). Talvez para quem sofra com freqüência violências morais por ser gay discorde, mas acredito que é uma bobagem essa história de achar de que, mais cedo ou mais tarde, você vai ser discriminado. É uma pena que na maioria dos lugares você ainda não possa nem pegar nas mãos do seu namorado, mas daí a ser infeliz por causa disso, há um longo espaço.

 

Tenho uma amiga (heterossexual) que vive dizendo, sem ter medo disso e sem querer isso, que os seus filhos vão ser gay, porque os amigos dela são tudoviado. É um avanço: na noção de “família-perfeita” dela – diferentemente do que pensa Isabeli -, o critério sexualidade não vem ao caso.

ps: criei uma comunidade pra apoiar a causa da Isabeli (:
 

Rodrigo Hilbert no desfile da Colcci: comofas// com esse homem?


 Fica a dica que teve muita coisa legal nas fashion weeks: as bonecas de porcelana (com os vestidos com as barras todas trabalhadas com pérolas) do Reinaldo Lourenço, os momentos célebres da vida com a Glória Coelho, o rio São Francisco em estampas de peixinhos pelo Ronaldo Fraga. E também, é claro, as griffes-de-sempre: A Ellus debaixo d’agua, a Colcci com roupas-que-ninguém-presta-atenção-por-causa-da-gisele (aliás, ela já tá salvando a marca há um tempão e todo mundo já sabe disso), o Herchcovitch com o exército do amor, depois do calote que levou no ano passado). Enfim, pra ver mais coisas/comentários/resumão’s   interessantes é só ir  aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui também.

 

Pra quem pediu sites de camisetas, aí lá vão alguns:

 

King 55: Essa é uma das lojas mais completas; apesar de ser uma coisa mais alternativa, não ficam só nas malhas com estampa. Eles têm uma linha própria de jeans, além de buscarem formatos super in como o colete prateado. Nunca comprei lá, mas já vi gente usando. Ao vivo é bonito.

 

Banca de camiseta: um indie poderia morrer nessa loja, tudo que eles adoram.

  

Camisetas Records: a mais comunzona de todas. Os mesmos filmes cults –já-cansou de sempre. Bom, mas pelo menos é super barata.

 

 

Pintassilgo: As clássicas camisetas de filme só que com um recriações no formato stencil que são uma graça. Eles fazem almofadas também, que eu super quero já no meu sofá!

 

 

La tosca: adoooro!

Cansei de Ser Sexy, pra Zapping: Blusas com as estampas mais perfeitas desse nosso Brasil e bolsas que já vamos comprar bjs!

 

Alê Herchcovitch: falar o quê, né bem! Aproveita que está em liquidação.

 

Rafaello: É tipo aquelas lojas de aeroporto que-têm-todas-as-grifes-desejadas-do-mundo-num-só-lugar. A vantagem é que, ao contrário das lojas de aeroporto, eles costumam ter preços beem interessantes. Pra gente que é super viciado em moda underwear, as cuecas Versace saem por quase a metade do preço das importadoras. É seguro, todos produtos vêm com certificado de garantia e se você não tirar a etiqueta ainda tem 60 dias pra trocar.

 

Pra se inspirar… e vestir já:

 

  

AMP / Mulher do Padre ( Shop: e-shopamp@hotmail.com (11) 3062 8347.)

  

 Nova coleção da H&M

 

Povo no Casa de Criadores; foteenhas do Freakstyle (dica do Ulisses)

Piriguetes do Oficina

 

 

 

Do site da VOGUE UK: foteenha da Gisele pagando peitinho, em 1999. Eu não sabia que ela era (é?) tão peitudinha assim. Mesmo assim, cato fácil okks. Bom, mas a foto em questã será leiloada no próximo dia 15. O valor infelizmente não dá pra dividir no carnê das casas Bahia: no útimo leilão da Christie`s London uma foto dela foi arrematada por 100 mil libras, o que dá uns 330 mil reais, se não me engano.

como fas pra ter uma marimekko no Brasil?

Babei ponto com ponto BR na nova coleção da infantil PUC. A campanha é inspirada nos motivos orientais, mas não se limitam aos já desgatados clichês japoneses, tipo kimonos, ideogramas, etc. Eles trouxeram cores e bastante joguinhos com peças sobre peças, tudo que meu filhë um dia vai usar.

Fiz um slidezinho com as fotos que são perfeitinhas.


Quem é inteligente e bem vestido, corre e anota: lenços, sobreposições de listras, galochinhas / botinhas, muita informação em blusas, calças lisas, etc, etc…

Impossivel deixar de amar o post do Lissando, fazendo um resumão do inverno masculinë. Concordo que é hora de colocar um monte de coisa junta, do tipo mega-sobreposições, casacos, cachecois, gravatas, tricozinhos, listrinhas, etc, etc. Mas ainda está uma loucura de difícil achar skinnys coloridos.

lá vai o resumão em imagens:

vem frio, veeem!

O que eu estou lendo

Gramáticas da criação, George Steiner

O compromisso, Herta Müller

O complexo de Portnoy, Philip Roth

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esse povo ainda me mata