Tô na vibe de Iansã…

“Iansã comanda os ventos” é um verso maravilhoso.


Confidente do meu coração

Acho que a assinatura do domínio deste site vence agora em janeiro(?), e nem sei se renovo.

E 2012 começou tão bom e marítimo, que até parece que sei lá. Tenho ouvido mais rádio e tenho dado sorte, pois é cada musicão… Hoje tocou “Brisa do mar”, na voz do Chico. Me lembro dessa música quando ainda existia o Kazaa e eu me vangloriava das 300 e poucas músicas que eu tinha na biblioteca do meu Media Player, quando tudo era mais sóbrio e digno e eu nunca havia comido lagosta. Acho que a letra traz uma mensagem bacana, boa de se viver, boa pra se começar o ano.


Não dá pra descuidar dela. Como diria Regina Casé, Bethânia “me derruba“.  Fui descendo a barra de rolagem do itunes e achei “Recital na noite barroco”. Achei a concordância estranhíssima, fui até pro Google. Era Recital na boite barroco”. Aí, era outra explicação, gente. O disco é maravilhoso, claro. A capa é deslumbrante com esses insetos passeando por tudo. E onde fica(va?) a Boite Barroco?

Comprei uma casinha pra Manu; custou caro o negócio. Foi um daqueles pequenos dilemas de consumo de classe média. Mas ela não quer entrar de jeito nenhum, ai de mim.


Está faltando uma coisa em mim

Eu só ainda não sei o nome dele.

 


Estácio!

O samba não para de me surpreender: baixei um DVD da Mart’nália em Berlim que é muito bom. Gosto demais da música que ela faz.

 

Se alguém quer matar-me de amor,

que me mate no Estácio.

Esses versos são maravilhosos! Essa confissão de tudo, como se a morte fosse bem menor que o Estácio… ! 


A vida é reticências

“O vento” do Caymmi é tão forte que nem sem mais dizer qual versão é a minha preferida, se com Bethânia, Gal, Milton… O que eu gosto mesmo é desse respeito pelo Vento, como se um deus…Vento que vai verso afora… Me impressiona essa cadeia vela-barco-gente-peixe, essa coerência invejável. Em Caymmi tudo é tão sagrado, meudeus!

Descobri no meu computador a versão da Mônica Salmaso. Linda.


A sua lucidez

Descobri hoje um mini-moleskine na livraria por R$6,90 e comprei para anotar o que ainda nem senti. Eu tenho um bonito toda vida, que comprei faz tempo, mas que escrevi pouquíssimo. Eu tinha até uma caneta pra escrever só nele. A gente arranja umas bobeiras, né? No final de semana, vi a Nanda anotando tudo no dela e agora quero fazer o mesmo.

Aliás, Samuca e Nanda vieram trazer luz para minha casa. Luz que clareia o pensamento firme da gente e ensina as desimportâncias da vida. Fiquei lúcido sentimentalmente.

“Sabe uma faca me rasgando? Um mundo se acabando…Gal Costa cantora, Gal Costa mulher, a mulher terrível, a noiva, a morta, a viúva, a maravilha. É muito difícil falar essas coisas, eu não sei, Gal Costa sempre me trata com choques elétricos. Eu chego pra ver ela, e me arrebato por ela,  me arrebento por ela, me desarrumo por ela. É como se a vida tivesse se partindo, se começando”.


Ai, ai, ai, carrapato não tem pai

Gostei do Ferreira Gullar decifrando a metáfora das borbulhas do Fagner.

 


Já reparou?

Muito bom esse novo cd da Adriana Calcanhotto. O título também: Micróbio do samba .


Conseguiste magoar quem das mágoas te livrou

Não consigo decidir qual versão  é mais bacana.

 


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